quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Entre Gigantes


Por: Marcelo C. Resende



O mundo do futebol nos trás sempre novas surpresas. Desta vez foi a vitória do brasileiro Wendell Lira, que ganhou o premio Puskás de melhor gol da temporada (o nome do troféu homenageia o jogador húngaro Ferenc Puskás ). Alguns diriam que “deu zebra”, porém o golaço marcado por ele é quase unanimidade entre os amantes do futebol. A premiação escancarou o futebol brasileiro para o mundo, mas não o que estamos acostumados a ver, o dos grandes clubes.
Nas premiações do futebol os grandes nomes da atualidade como Messi, Neymar, Cristiano Ronaldo entre outros estão sempre presentes. Esses jogadores que ascenderam de uma origem simples, hoje estão no topo desse universo. A vitória de Wendell mexeu com essa estrutura. Ele que marcou o gol que o premiou quando jogava em um pequeno time do inexpressivo campeonato goiano, disputou de igual pra igual com os gigantes do futebol.
Seu êxito foi mais que merecido, os gols marcados por Lionel Messi, do Barcelona, e do italiano Alessandro Florenzi, da Roma, que disputavam com ele o premio, também foram belos gols, porém não se comparam ao marcado por Wendell.   
Esse garoto de 27 anos expôs ao mundo a garra do jogador brasileiro. Mostrou que o futebol vai além dos grandes times. O trecho da bíblia citado por ele na premiação não poderia ser mais conveniente, quando subiu ao palco comparou sua vitoria à de Davi sobre Golias. Os jovens que todos os dias buscam por um sonho nas várzeas, nos times de base e nos pequenos times espalhados pelo país, são nossos Davis em constante luta contra Golias, contra a falta de perspectiva, contra as adversidades, contra a esperteza daqueles que só querem lucrar à custa desses jovens e muitas vezes enganá-los. Ele provou também que a vitória é questão de fé e perspectiva:

“Quando Golias apareceu, todos diziam: ele é muito grande, não tem como ganhar. Mas quando olhou para Golias, Davi disse: ele é muito grande, não tem como errar.”

     





quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

O polemico Mundial de 2000

A primeira edição do mundial de clubes da FIFA foi cheia de polemicas a começar pelos participantes que nem todos eram campeões de seus continentes a exemplo do Al Nassr que participou por ser o campeão da supercopa asiática de 1998 deixando de fora o campeão continental Júbilo Iwata, desta mesma forma foi o representante sul-americano o Vasco da Gama campeão da copa libertadores da América de 1998 deixou de fora o então campeão Palmeiras com a promessa de que participaria da edição de 2001 que seria realizada na Espanha que por ironia do destino acabou não acontecendo, o representa do país sede foi o clube paulista Corinthians que  apesar de ter sido campeão do brasileirão de 1999 foi indicado como campeão de 98, entre essas e outras polemicas o clube espanhol Real Madrid campeão do torneio intercontinental foi convidado a participar da competição, enfim o Corinthians que até então nunca havia sido campeão continental após empatar em 0-0 no tempo normal e vencer por 4-3 nos pênaltis o Vasco da Gama  se sagrou o primeiro campeão do mundo.   



Élson Ramos

De Santos a Zurique: Neymar entre os melhores.















Por: Murilo Aguiar


Depois de oito anos o Brasil volta a ter um representante entre os três melhores jogadores do mundo (Kaká em 2007 foi o último, aliás, o melhor no ano).

Neymar vem nesses últimos tempos conquistando a Espanha e a todos os que admiram um bom futebol. O jovem brasileiro foi, agora, no dia 30 de novembro indicado juntamente com seu companheiro Lionel Messi e o português Cristiano Ronaldo (Real Madrid) ao prêmio de melhor do mundo na temporada 2015. Com muitos méritos vem mostrando um belo futebol e até quando Messi esteve fora conseguiu executar o papel de protagonista no ataque do time catalão.

Claro que a disputa não é nada fácil, pois os adversários são detentores da premiação nos anos anteriores (Messi 4 títulos e Ronaldo 3 taças) e as estatísticas apontam melhor aproveitamento em gols dos dois adversários do brasileiro, contudo, há de apreciar o futebol apresentado pelo craque e os gols decisivos e antológicos que vem fazendo durante a temporada.

Talvez hoje ele esteja mostrando um melhor jogo do que os rivais, considerando a má fase do rival Real Madrid e as lesões de Messi. O prêmio pode sim ser cobiçado e quem sabe teremos mais uma vez um brasileiro no topo do futebol mundial.

Tudo conta, Messi aparentemente está à frente na disputa, pelo poder de decisão no Barcelona e pela campanha argentina na Copa América, onde Neymar jogou apenas duas partidas e foi suspenso do restante da competição por conta de uma expulsão. Cristiano Ronaldo vem correndo por fora, por não estar aparecendo tanto em seu clube, mas tem muitas chances também, afinal, o rapaz sabe fazer gols.


Podemos esperar uma decisão difícil e emocionante no dia 11 de janeiro de 2016, em Zurique, Suiça e por que não esperar um brasileiro no primeiro lugar? Difícil, mas não seria uma “zebra” do futebol.       


Fonte: http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2015/11/30/neymar-e-finalista-do-bola-de-ouro-messi-e-c-ronaldo-sao-os-rivais.htm

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

O Grande Duelo de Treinadores.





 Por: Diego N. Cavalcante


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A final da Copa do Brasil 2015 promete se um espetáculo dentro do campo e fora dele. Dentro das quatro linhas está um clássico Paulista que esta reacendendo uma rivalidade antiga, de quando o Santos de Pelé e a Academia de Futebol do Palmeiras com Ademir da Guia se enfrentavam em jogos emocionantes e sem favoritismo. Fora das quatro linhas teremos dois grandes técnicos Marcelo de Oliveira no Palmeiras, e Dorival Junior no Santos. Ambos com carreiras vitoriosas, tanto como jogador como treinador também.
Marcelo de Oliveira vem de grande prestigio nos últimos dois anos foi campeão consecutivo pelo Cruzeiro do Campeonato Brasileiro, e também foi vice-campeão da Copa do Brasil do ano passado. Marcelo de Oliveira nunca conseguiu vencer a Copa do Brasil, chegou três vezes na final as duas outras vezes com o Curitiba, em 2011 perdeu para o Vasco da Gama, e em 2012 perdeu para o Palmeiras. Agora chega a sua 4° final com o Palmeiras, entretanto não conseguiu fazer o Verdão decolar no Brasileirão, e não se sabe se vai conseguir a vaga para Copa Libertadores da América.
No ano passado Dorival Junior era o treinador do Palmeiras, ele ficou com a responsabilidade de manter o time na série A no centenário do Palmeiras, e após conseguir na última rodada a permanência foi mandado embora pelo clube, até assumir o Santos neste ano. Dorival Junior vem de grande ascensão no Santos, quando assumiu o time o mesmo estava flertava com a zona rebaixamento e não era ofensivo, e hoje está na briga pelo G4 além de ter um time bem ofensivo e com o artilheiro do ano Ricardo Oliveira do seu lado, chegando também na final da Copa do Brasil.  Dorival Junior já esteve no Santos antes, e foi campeão da Copa do Brasil em 2010, junto com Neymar e companhia. Casou grande polêmica, quando discutiu com Neymar em campo e no jogo seguinte deixou-o no banco como forma de punição, mostrando o papel de técnico linha dura.
A final da Copa do Brasil pode ser como um jogo de xadrez cada técnico fazendo a sua jogada antes do confronto, nenhum dos dois se diz campeão para não mexe com o breu do time adversário dando armas para o outro técnico. São cautelosos em cada entrevista com cada palavra. Esta final promete muita emoção e muita estratégia em 180 minutos.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Revolução Silenciosa


Seleção iraniana de futebol feminino

                                                     
Por: Marcelo C. Resende


Nos países onde a religião muçulmana  é predominante, ainda existem muitos entraves aos direitos das mulheres. Diferentemente do Ocidente, onde houve a separação entre Estado e Igreja, no mundo islâmico esta separação não aconteceu, e esta última continua exercendo grande influência na política e na vida do cidadão comum. Nem países mais prósperos como Arábia Saudita fogem a essa regra, sendo um dos que mais tem restrições ao público feminino; como única exceção pode-se citar a Turquia, que não é um modelo de democracia, mas possui uma relativa separação entre Estado e religião. Em meio a essa realidade não é difícil imaginar a situação de limitações impostas às mulheres nesses países.
Limites que atingem diversos níveis da vida das mulheres, inclusive das que se dedicam à pratica de algum esporte. Todas, sem exceção, são obrigadas a usarem vestimentas típicas impostas pela lei (essa é apenas uma das muitas obrigações), fato que inclusive impediu a participação da seleção iraniana de futebol feminino nos jogos olímpicos de 2012. Durante o jogo eliminatório o time foi desclassificado porque elas entraram em campo usando o hijab (véu islâmico). Outro exemplo: segundo artigo de Renata Mendonça da rede BBC “a capitã do time de futsal, Niloufar Ardalan, não pôde viajar para disputar a Copa Asiática na Malásia porque seu marido não deixou – mulheres precisam de autorização dos cônjuges para saírem do Irã”.
Em 2014, a regra em relação ao uso do hijab, foi mudada – o que também causou polêmica. As competidoras ganharam o direito de jogar usando o véu, mas para alguns a permissão do seu uso foi uma derrota para as esportistas iranianas e árabes, que lutam em seus países pelo direito de jogarem sem o véu. Essa disputa nos esportes não é recente. Em Los Angeles, nas olimpíadas1984, a corredora marroquina Nawal El-Moutawakel, primeira campeã olímpica africana e muçulmana, desafiou tabus ao competir usando o traje normal de uma atleta da categoria.
Nawal El-Moutawakel
É difícil a qualquer pessoa com o mínimo de bom senso imaginar a vida da mulher sob tais condições. Porém, mesmo em nosso território, até 1975 vigorava o Decreto-Lei 3.199 de 1941, que trazia o seguinte no seu artigo 54:
Às mulheres não se permitirá a prática de desportos incompatíveis com as condições de sua natureza, devendo, para este efeito, o Conselho Nacional de Desportos baixar as necessárias instruções às entidades desportivas do país.
Esse decreto-Lei impedia a prática do futebol por mulheres.  Uma ordenação como essa na atualidade não faria nenhum sentido seria um tremendo absurdo. Contudo, mesmo hoje, no Brasil, o futebol feminino enfrenta desprestígio, ou será também discriminação, ambos são estupidez!
Compartilhar da situação dessas mulheres nos fará refletir sob a dura realidade enfrentada por elas tanto no território palestino como na Jordânia; em Marrocos; no Irã e em outros locais, aonde a prática do futebol entre as mulheres vem crescendo.
A imagem dessas competidoras é a verdadeira expressão do desejo de ser livre, de como os esforços para restringi-las são inúteis, diante da vontade de viver e coragem adquirida. Apesar de tudo, o futebol tem sido o elemento essencial para causar uma verdadeira revolução na vida delas. Instrumento encontrado por essas mulheres para reivindicarem, a cada partida, a liberdade à que tem direito, sendo um momento para desfrutarem desse sonho. O futebol é o caminho para uma singela revolução silenciosa.




domingo, 1 de novembro de 2015

O Mundial da FIFA



O mundial de clubes da FIFA (club world cup) em 2005 substituiu o torneio intercontinental que vinha sendo disputado anualmente pelos campeões da champions league da UEFA e da copa libertadores da América desde 1960 e teve sua ultima edição em 2004, o torneio que era organizado pela UEFA e CONMEBOL era chamado de mundial, porém nunca foi reconhecido pela FIFA entidade máximo do futebol, justamente por ser disputado por apenas representantes de dois continentes.
Participa do mundial da FIFA um representante de cada continente mais o campeão do país sede: na África o campeão da liga dos campeões da CAF (Confederação Africana de Futebol); o representante da América Central, do Norte e Caribe é o vencedor da Liga dos Campeões da CONCACAF (Confederação de Futebol da América Central, do Norte e do Caribe); o representante sul-americano é o grande campeão da Copa Libertadores da América; o clube que representa o continente asiático é o vencedor da Liga dos Campeões da AFC (Confederação Asiática de Futebol); o clube que representa a Oceania é o campeão da Liga dos Campeões da OFC (Confederação de Futebol da Oceania); e, por fim, o clube que representa a Europa é o vencedor da Liga dos Campeões da UEFA (União das Federações Europeias de Futebol).
Apesar de substituir o torneio em 2005, a primeira edição do mundial da FIFA aconteceu em 2000, paralelo ao intercontinental, o que causou certa polemica que traz reflexos até os dias de hoje, tanto pela escolha dos participantes, quanto ao primeiro campeão, mas isso será assunto para o próximo post,por enquanto, essas são as regras para participar da competição.



Elson Ramos

terça-feira, 27 de outubro de 2015

O julgamento do "juiz" Parte 2 (Campeonato Brasileiro)

           
Por: Murilo Aguiar

http://www.meusport.com/wordpress/wp-content/uploads/2013/08/apito2.jpg


         O Campeonato Brasileiro de 2015 está sendo marcado pelos inúmeros erros decisivos de arbitragem, que ocorrem praticamente em todas as rodadas da competição. Muitos discutem a atual classificação dos times por conta dos inúmeros erros e até acreditam em um possível beneficiamento à alguma das equipes propositalmente, o que na minha opinião não ocorre, afinal de contas, estamos falando de seres humanos que erram e acertam. Como na última postagem do blog (Diego N. Cavalcante), a equipe de árbitros precisa de um ótimo preparo físico e mental e com toda a pressão que os envolve acabam cometendo os equívocos que podemos observar.

          As mídias que transmitem e analisam os jogos possuem vários recursos que possibilitam em segundos saber se houve ou não um erro. Por suas diversas câmeras colocadas ao redor do campo de jogo começam a debater e apontar os lances onde há dúvidas, isso acaba trazendo o assunto arbitragem à roda de debates dos canais esportivos, nos jogos e entre os torcedores.
     
          Com os árbitros no centro dos noticiários quase sempre, podemos observar que não estamos dando o devido valor ao espetáculo do futebol, pois tudo é motivo de brigas e discussões. A questão de "status" está ficando acima da arte do esporte, o que acaba manchando a imagem da modalidade no Brasil como um todo. Temos um povo apaixonado pelo "futebol arte" e até isso vem sendo deixado de lado. Precisamos olhar mais para o que produzimos e, se preciso, auxiliar os profissionais que atuam em campo com mais treinamentos e preparos, já que sem eles não há jogo e sem jogo não há "Futebol Arte e História".