segunda-feira, 9 de novembro de 2015

O Grande Duelo de Treinadores.





 Por: Diego N. Cavalcante


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A final da Copa do Brasil 2015 promete se um espetáculo dentro do campo e fora dele. Dentro das quatro linhas está um clássico Paulista que esta reacendendo uma rivalidade antiga, de quando o Santos de Pelé e a Academia de Futebol do Palmeiras com Ademir da Guia se enfrentavam em jogos emocionantes e sem favoritismo. Fora das quatro linhas teremos dois grandes técnicos Marcelo de Oliveira no Palmeiras, e Dorival Junior no Santos. Ambos com carreiras vitoriosas, tanto como jogador como treinador também.
Marcelo de Oliveira vem de grande prestigio nos últimos dois anos foi campeão consecutivo pelo Cruzeiro do Campeonato Brasileiro, e também foi vice-campeão da Copa do Brasil do ano passado. Marcelo de Oliveira nunca conseguiu vencer a Copa do Brasil, chegou três vezes na final as duas outras vezes com o Curitiba, em 2011 perdeu para o Vasco da Gama, e em 2012 perdeu para o Palmeiras. Agora chega a sua 4° final com o Palmeiras, entretanto não conseguiu fazer o Verdão decolar no Brasileirão, e não se sabe se vai conseguir a vaga para Copa Libertadores da América.
No ano passado Dorival Junior era o treinador do Palmeiras, ele ficou com a responsabilidade de manter o time na série A no centenário do Palmeiras, e após conseguir na última rodada a permanência foi mandado embora pelo clube, até assumir o Santos neste ano. Dorival Junior vem de grande ascensão no Santos, quando assumiu o time o mesmo estava flertava com a zona rebaixamento e não era ofensivo, e hoje está na briga pelo G4 além de ter um time bem ofensivo e com o artilheiro do ano Ricardo Oliveira do seu lado, chegando também na final da Copa do Brasil.  Dorival Junior já esteve no Santos antes, e foi campeão da Copa do Brasil em 2010, junto com Neymar e companhia. Casou grande polêmica, quando discutiu com Neymar em campo e no jogo seguinte deixou-o no banco como forma de punição, mostrando o papel de técnico linha dura.
A final da Copa do Brasil pode ser como um jogo de xadrez cada técnico fazendo a sua jogada antes do confronto, nenhum dos dois se diz campeão para não mexe com o breu do time adversário dando armas para o outro técnico. São cautelosos em cada entrevista com cada palavra. Esta final promete muita emoção e muita estratégia em 180 minutos.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Revolução Silenciosa


Seleção iraniana de futebol feminino

                                                     
Por: Marcelo C. Resende


Nos países onde a religião muçulmana  é predominante, ainda existem muitos entraves aos direitos das mulheres. Diferentemente do Ocidente, onde houve a separação entre Estado e Igreja, no mundo islâmico esta separação não aconteceu, e esta última continua exercendo grande influência na política e na vida do cidadão comum. Nem países mais prósperos como Arábia Saudita fogem a essa regra, sendo um dos que mais tem restrições ao público feminino; como única exceção pode-se citar a Turquia, que não é um modelo de democracia, mas possui uma relativa separação entre Estado e religião. Em meio a essa realidade não é difícil imaginar a situação de limitações impostas às mulheres nesses países.
Limites que atingem diversos níveis da vida das mulheres, inclusive das que se dedicam à pratica de algum esporte. Todas, sem exceção, são obrigadas a usarem vestimentas típicas impostas pela lei (essa é apenas uma das muitas obrigações), fato que inclusive impediu a participação da seleção iraniana de futebol feminino nos jogos olímpicos de 2012. Durante o jogo eliminatório o time foi desclassificado porque elas entraram em campo usando o hijab (véu islâmico). Outro exemplo: segundo artigo de Renata Mendonça da rede BBC “a capitã do time de futsal, Niloufar Ardalan, não pôde viajar para disputar a Copa Asiática na Malásia porque seu marido não deixou – mulheres precisam de autorização dos cônjuges para saírem do Irã”.
Em 2014, a regra em relação ao uso do hijab, foi mudada – o que também causou polêmica. As competidoras ganharam o direito de jogar usando o véu, mas para alguns a permissão do seu uso foi uma derrota para as esportistas iranianas e árabes, que lutam em seus países pelo direito de jogarem sem o véu. Essa disputa nos esportes não é recente. Em Los Angeles, nas olimpíadas1984, a corredora marroquina Nawal El-Moutawakel, primeira campeã olímpica africana e muçulmana, desafiou tabus ao competir usando o traje normal de uma atleta da categoria.
Nawal El-Moutawakel
É difícil a qualquer pessoa com o mínimo de bom senso imaginar a vida da mulher sob tais condições. Porém, mesmo em nosso território, até 1975 vigorava o Decreto-Lei 3.199 de 1941, que trazia o seguinte no seu artigo 54:
Às mulheres não se permitirá a prática de desportos incompatíveis com as condições de sua natureza, devendo, para este efeito, o Conselho Nacional de Desportos baixar as necessárias instruções às entidades desportivas do país.
Esse decreto-Lei impedia a prática do futebol por mulheres.  Uma ordenação como essa na atualidade não faria nenhum sentido seria um tremendo absurdo. Contudo, mesmo hoje, no Brasil, o futebol feminino enfrenta desprestígio, ou será também discriminação, ambos são estupidez!
Compartilhar da situação dessas mulheres nos fará refletir sob a dura realidade enfrentada por elas tanto no território palestino como na Jordânia; em Marrocos; no Irã e em outros locais, aonde a prática do futebol entre as mulheres vem crescendo.
A imagem dessas competidoras é a verdadeira expressão do desejo de ser livre, de como os esforços para restringi-las são inúteis, diante da vontade de viver e coragem adquirida. Apesar de tudo, o futebol tem sido o elemento essencial para causar uma verdadeira revolução na vida delas. Instrumento encontrado por essas mulheres para reivindicarem, a cada partida, a liberdade à que tem direito, sendo um momento para desfrutarem desse sonho. O futebol é o caminho para uma singela revolução silenciosa.




domingo, 1 de novembro de 2015

O Mundial da FIFA



O mundial de clubes da FIFA (club world cup) em 2005 substituiu o torneio intercontinental que vinha sendo disputado anualmente pelos campeões da champions league da UEFA e da copa libertadores da América desde 1960 e teve sua ultima edição em 2004, o torneio que era organizado pela UEFA e CONMEBOL era chamado de mundial, porém nunca foi reconhecido pela FIFA entidade máximo do futebol, justamente por ser disputado por apenas representantes de dois continentes.
Participa do mundial da FIFA um representante de cada continente mais o campeão do país sede: na África o campeão da liga dos campeões da CAF (Confederação Africana de Futebol); o representante da América Central, do Norte e Caribe é o vencedor da Liga dos Campeões da CONCACAF (Confederação de Futebol da América Central, do Norte e do Caribe); o representante sul-americano é o grande campeão da Copa Libertadores da América; o clube que representa o continente asiático é o vencedor da Liga dos Campeões da AFC (Confederação Asiática de Futebol); o clube que representa a Oceania é o campeão da Liga dos Campeões da OFC (Confederação de Futebol da Oceania); e, por fim, o clube que representa a Europa é o vencedor da Liga dos Campeões da UEFA (União das Federações Europeias de Futebol).
Apesar de substituir o torneio em 2005, a primeira edição do mundial da FIFA aconteceu em 2000, paralelo ao intercontinental, o que causou certa polemica que traz reflexos até os dias de hoje, tanto pela escolha dos participantes, quanto ao primeiro campeão, mas isso será assunto para o próximo post,por enquanto, essas são as regras para participar da competição.



Elson Ramos